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segunda-feira, junho 07, 2010

Sizinho

Casa vazia de solidão
Fechada a uma grande porta sombria
Do seu mais profundo receio com dúvidas
Do velho ditado que já dizia
(Cada um por si e deus por todos)

Quem de nós poderia saber que se ao olhar para trás
Iria perceber que não resta mais nada além de nós mesmos
Ao fechar a porta não se despeça daquilo que se autodestruiu
E perceber que não resta mais nada além de nós

O grande mistério é aquele que está
Dentro da cabeça de cada um
Sempre tendo que perdoar os seus inimigos,
Mas nunca esquecendo- se dos seus nomes


Ingrid Amaral

sábado, maio 29, 2010

Ao Amigo

Não quero esquecer de nossa amizade
Não quero colocar um ponto final em tudo, só porque agora é tarde.
A distância não apaga aquilo que só a memória guarda
Não interrompe os laços puros e sinceros
Apenas gostaria de lhe falar, que o tempo que passamos juntos não foi em vão
Que a nossa amizade não surgiu na escuridão
Quase sempre não damos valor a aquilo que temos em nossas mãos, mas só apenas
quando perdidos nos damos conta de que aquilo era muito especial
Onde um telefonema faz, sim a diferença
E que agora é um passado distante
Um momento onde a pequena criança cresce e se torna grande
Chegamos até a pensar se Deus existe
Porque tudo que era alegre ficou triste
Aquilo que costumávamos chamar de inferno, hoje é o paraíso
Recordamos das fogueiras que foram ascendidas

Bom, simplesmente não quero olhar para trás e perceber que tudo passou de ilusão
Mas sim, olhar para frente à alegria em plena solidão.

Ingrid Amaral