Mostrando postagens com marcador Raquel Rosene. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raquel Rosene. Mostrar todas as postagens

terça-feira, janeiro 17, 2012

Questiona-me

E o que será de mim?
A serpente leal.
A sombra iluminada.
A ausência companheira.
O que será de nós?
Nós que caídos, chegamos ao auge.
Que de malignos fizemos o bem.
Que reconfortamos, com melancolia, teu sorriso despretensioso.
E que de confusos, mostramos a verdade.
Aquela contradição exemplar, de ser claro e incontestável.
Em dizer a verdade falando mentiras.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Futuro

Parada, caída e coberta,
Tento ver um alem no desespero.
Vi da janela que ali entre aberta.
As consequências de pouco tempero,
Entre todas, das poucas a descoberta.
Em quanto cavo devagar e certeiro.
Um sorriso, que me tome a janela aberta.
Repeti varias vezes, as intenções mais óbvias.
Por lágrimas, por calos, por medos.
Cai em tentações sombrias.
Mordi varias vezes meus dedos,
Tentei prolongar meu tempo.
A falta dele reforça meu laço,
Este se afasta um momento.
Realça minha vida, lhe arranca um pedaço.
Me toma tudo que foi e vai ser,
Amarra meus medos em suas linhas de aço.
E assim permaneço como em primeiro momento.
Parada, caída e coberta.


Raquel Rosene

segunda-feira, maio 31, 2010

Inquietude

Das nuvens debruçou sobre meu leito
Minha vontade
sussurro violento
Meu príncipe decifrou-me
do teu jeito
Caminhava eito
lento
Jogou palavras
como confeito
nelas dançamos junto
no vento

Não havia
galope de cavalo...
Subiu até meus lábios
fincou os dentes
Sorri ferida ao beija-lo
Tomou-me por tua.
partimos crentes

Omiti
meu calor impregnante
Transida, parada, convencida
Parei
de pensa-lo como amante
confortarei-me entre as cobertas
oprimida!

Meu príncipe inventado
frágil
Herói falante
enterrou minha certeza
Aceito meu destino
farei-o ágil
Sozinha
sobrevivi a minha frieza
Polpar-lhe-ei deste contagio
Permanecerá. Tu refugio
minha fraqueza
Raquel Rosene

sábado, maio 29, 2010

Ainda Faltam Detalhes

Na decadência dos espaços
Desisto, deixo bem claro os motivos.
Cada quadrado pintado é um plano.
Falível ou não, é planejado com todo o meu ser!
E as vezes não me reconheço nesses planos.
Então desisto.
Deixo que meus planos falem por mim.
Para em cada falha, encontrar um pouco das minhas vontades
Nesse mosaico irreconhecível...


Raquel Rosene